15/04/2010

Não há consolação para a Recoleta

A convite da Folha, o poeta Fabrício Corsaletti, que viveu em Buenos Aires, compara hoje o pedaço gastronômico portenho à região da rua Mato Grosso, em Higienópolis, chamada Consoleta. “Sou apenas um glutão sem critérios e nada tenho a dizer sobre a qualidade dos pratos e das bebidas, mas estava tudo muito bom”. Assim o poeta se desculpa.

Ok. Vamos aceitar as desculpas, inclusive porque a Recoleta dele é de 2005 e, hoje, ela está um lixo, se excetuarmos o velho restaurante Munich. O poeta não é chegado à gastronomia nem à atualidade de Buenos Aires.

Mas o jornal quer inventar a “Consoleta” e não sabe como. Também não a conhece muito bem. Diz, por exemplo, que o La Frontera é tocado pelo chef Leonardo Botto, sendo que o jovem tucuxi já se mandou de lá desde dezembro do ano passado. Deverá substituí-lo em breve o Marcio Bossan, cozinheiro promissor (ex-Lá em casa; Pomodori e DOM).

Assim, de tropeço em tropeço, vai de mal a pior a seção de gastronomia do Folhão. Logo logo as matérias sequer servirão de moldura para os artigos de Josimar Melo e a crônica de Nina Horta. Quiçá o jornal termine por convidar chefs para o exercício da crítica literária. Fabrício que se cuide...

4 comentários:

droervaseflores disse...

Diga-se de passagem que Marcio Bossan tem feito um grande trabalho como sempre. Talvez realmente esteja na hora da gastronomia começar a admirar figuras assim.

José Luiz disse...

"Maltraçando" um paralelo, é como a "nova" Gula, com seu "novo" projeto gráfico. Perto do Caderno Paladar, as páginas da folha estão como a Recoleta ou mesmo a revista Gula....

Breno Raigorodsky disse...

De qualquer jeito, o La Frontera agradeceu a matéria!

manuela disse...

A Recoleta não está um lixo , e lá aventureiros como você não teriam espaço , lá não ´r terra de cego e quem tem um olho não é rei.Alguns restaurantes da recoleta que não são lixo:
Duhau ( no hyatt )
el amacém de los milagros
fervor brasas
gioia
la bourgogne
l'orangerie
mancini

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